3 de outubro de 2016

Trabalhadores de Portugal lutam por melhores trabalhos em call center


Sindicato dos Trabalhadores de Call-Center (STCC) de Portugal vai entregar no parlamento uma petição pública, com 5.500 assinaturas, para que o trabalho em 'call-center' seja considerado uma profissão de desgaste rápido
Portugal  | Expresso
(http://expresso.sapo.pt/politica/2016-09-29-Sindicato-entrega-peticao-na-AR-para-trabalho-em-call-center-ser-considerado-de-desgaste-rapido)

O Sindicato dos Trabalhadores de Call-Center (STCC) vai entregar no parlamento uma petição pública, com 5.500 assinaturas, para que o trabalho em 'call-center' seja considerado uma profissão de desgaste rápido, anunciou esta quinta-feira a estrutura sindical.
"Apesar de haver cerca de 60 mil trabalhadores de 'call-center' em Portugal, a profissão de operador de 'call-center' não é reconhecida", refere uma nota do sindicato, que pediu uma reunião ao presidente da Assembleia da República (AR), Ferro Rodrigues, para entregar a petição.
O STCC justifica o pedido de audição a Ferro Rodrigues por recear que esta petição "possa ser ignorada, como tem sido feito com outras petições públicas em anteriores mandatos da Assembleia da República".
O sindicato pretende que o trabalho em 'call-center' seja reconhecido como profissão e tenha o estatuto de profissão de desgaste rápido.
A petição propõe "consagrar o estatuto de profissão de desgaste rápido para o trabalho em call-center, limitar como máximo 75% do horário laboral em linha por jornada de trabalho, garantir direito a seis minutos (10%) de intervalo por cada hora em linha."
Sublinhando que a atual maioria parlamentar tem apresentado propostas de combate à precariedade, o STCC considera que este é o momento para ser ouvido e vai solicitar reuniões com todos os grupos parlamentares, refere a mesma nota.

Mais informações: 

Sindicato dos Trabalhadoresde Call Center - Portugal

23 de setembro de 2016

Dia Nacional de Luta: SINTELMARKETING/PE Presente!

No dia nacional de luta em defesa dos direitos dos trabalhadores (22/09) Sintelmarketing PE realizou um ato na frente da Contax, maior empresa de telemarketing do Nordeste e centro de exploração dos trabalhador/es, junto com o Movimento Luta de Classes, colocando um carro de som e distribuindo jornal denunciando os ataques dos patrões, inclusive o desejo de aumentar a jornada de trabalho para 60 horas semanais. Também foi entregue uma cartilha sobre assédio moral, explicando aos trabalhadores como reconhecer e denunciar o assédio promovido pelos patrões. Após o ato, nos juntamos à concentração das centrais sindicais em frente a Fiepe.



6 de setembro de 2016

NÃO ÀS DEMISSÕES ARBITRÁRIAS E PERSEGUIÇÃO A SINDICALISTAS DE TELEMARKETING NA PARAÍBA


          


No dia 05 de setembro de 2016 foram demitidos arbitrariamente pela empresa AeC Contact Center quatro dirigentes sindicais que atuam no setor de telemarketing no estado da Paraíba. São eles: Antônio Marcos Barbosa e Valéria Souza, de Campina Grande; e, Douglas Santos e Leonardo Gomes, de João Pessoa, todos lutadores conhecidos entre a categoria por defenderem os direitos dos funcionários e o cumprimento do acordo coletivo, especialmente no que diz respeito ao pagamento da participação nos lucros, que a empresa se nega a cumprir.
            
Um dos demitidos, inclusive, Antônio Marcos, além e ser delegado sindical é dirigente da Federação (Fitratelp) e participa da mesa de negociação nacional da Contax defendendo direitos dos funcionários e melhores salários.
            
De fato, esse setor está entre os que mais explora os trabalhadores sendo recordista de casos de adoecimento por motivos relacionados ao trabalho e paga o mínimo permitido pela lei na maioria das empresas, mesmo registrando lucros exorbitantes.
            
A verdade é que os patrões não querem que a categoria se organize para lutar em defesa de seus direitos e por melhores salários. Para os capitalistas donos das empresas, dirigente sindical só é bom se for dócil, aceite os seus desmandos e não organize greves, mobilizações e a luta da categoria.
            
Como esses companheiros demonstraram uma firme resistência à tentativa patronal de superexplorar a categoria, e uma grande disposição de lutar, decidiram mandá-los embora!
            
Ocorre que a lei protege o dirigente sindical contra esse tipo de demissão arbitrária. Mas, os donos da AeC optaram por seguir o mal exemplo dos representantes dos patrões no Congresso Nacional que desrespeitaram o voto de 54 milhões de pessoas e cassaram o mandato da Presidenta eleita pela maioria dos cidadãos brasileiros: querem rasgar o direito dos trabalhadores à estabilidade provisória do dirigente sindical.
            
Por isso, vamos ingressar na justiça pelo cumprimento da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para que a estabilidade seja garantida, mas, principalmente, organizar uma grande campanha de solidariedade pela readmissão dos nossos representantes e promover a unidade do movimento sindical classista contra os ataques dos patrões aos direitos dos trabalhadores assim como estamos fazendo contra o governo ilegítimo de Temer e em defesa do poder popular.