23 de setembro de 2016

Dia Nacional de Luta: SINTELMARKETING/PE Presente!

No dia nacional de luta em defesa dos direitos dos trabalhadores (22/09) Sintelmarketing PE realizou um ato na frente da Contax, maior empresa de telemarketing do Nordeste e centro de exploração dos trabalhador/es, junto com o Movimento Luta de Classes, colocando um carro de som e distribuindo jornal denunciando os ataques dos patrões, inclusive o desejo de aumentar a jornada de trabalho para 60 horas semanais. Também foi entregue uma cartilha sobre assédio moral, explicando aos trabalhadores como reconhecer e denunciar o assédio promovido pelos patrões. Após o ato, nos juntamos à concentração das centrais sindicais em frente a Fiepe.



6 de setembro de 2016

NÃO ÀS DEMISSÕES ARBITRÁRIAS E PERSEGUIÇÃO A SINDICALISTAS DE TELEMARKETING NA PARAÍBA


          


No dia 05 de setembro de 2016 foram demitidos arbitrariamente pela empresa AeC Contact Center quatro dirigentes sindicais que atuam no setor de telemarketing no estado da Paraíba. São eles: Antônio Marcos Barbosa e Valéria Souza, de Campina Grande; e, Douglas Santos e Leonardo Gomes, de João Pessoa, todos lutadores conhecidos entre a categoria por defenderem os direitos dos funcionários e o cumprimento do acordo coletivo, especialmente no que diz respeito ao pagamento da participação nos lucros, que a empresa se nega a cumprir.
            
Um dos demitidos, inclusive, Antônio Marcos, além e ser delegado sindical é dirigente da Federação (Fitratelp) e participa da mesa de negociação nacional da Contax defendendo direitos dos funcionários e melhores salários.
            
De fato, esse setor está entre os que mais explora os trabalhadores sendo recordista de casos de adoecimento por motivos relacionados ao trabalho e paga o mínimo permitido pela lei na maioria das empresas, mesmo registrando lucros exorbitantes.
            
A verdade é que os patrões não querem que a categoria se organize para lutar em defesa de seus direitos e por melhores salários. Para os capitalistas donos das empresas, dirigente sindical só é bom se for dócil, aceite os seus desmandos e não organize greves, mobilizações e a luta da categoria.
            
Como esses companheiros demonstraram uma firme resistência à tentativa patronal de superexplorar a categoria, e uma grande disposição de lutar, decidiram mandá-los embora!
            
Ocorre que a lei protege o dirigente sindical contra esse tipo de demissão arbitrária. Mas, os donos da AeC optaram por seguir o mal exemplo dos representantes dos patrões no Congresso Nacional que desrespeitaram o voto de 54 milhões de pessoas e cassaram o mandato da Presidenta eleita pela maioria dos cidadãos brasileiros: querem rasgar o direito dos trabalhadores à estabilidade provisória do dirigente sindical.
            
Por isso, vamos ingressar na justiça pelo cumprimento da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para que a estabilidade seja garantida, mas, principalmente, organizar uma grande campanha de solidariedade pela readmissão dos nossos representantes e promover a unidade do movimento sindical classista contra os ataques dos patrões aos direitos dos trabalhadores assim como estamos fazendo contra o governo ilegítimo de Temer e em defesa do poder popular.


30 de agosto de 2016

OPERADORES DE TELEMARKETING SÃO TEMA DE REVISTA EM SÃO PAULO

Primeiro sindicato específico da nossa categoria no país, o Sintratel-SP completa 24 anos e lança a Revista SCRIPT em comemoração destacando o papel que desempenhamos na economia do país a exploração que sofremos nos locais de trabalho.

Abaixo, reproduzimos na íntegra a matéria sobre o assunto que pode ser acessada no SITE.

Em comemoração aos seus 24 anos de fundação, completados neste 4 de julho de 2016, o Sintratel lançará, em edição especial, uma revista, tendo como foco um conjunto de reflexões acerca dos segmentos que compõem a categoria dos trabalhadores e trabalhadoras em telemarketing e dessa atividade profissional.
Essa iniciativa é fundamental para as políticas sindicais e sociais que o sindicato tem desenvolvido, tanto para a compreensão da própria categoria e conhecimento de suas demandas mais sentidas, como também para o combate às infames chagas do racismo, do machismo e da homofobia, bem como do assédio moral e da precarização, que tanto assolam nossa categoria.
Desse modo, a Revista se constitui em uma ação estratégica para fortalecimento de nossa luta pela valorização profissional da categoria e pelo reconhecimento social dessa atividade.
Nossa intenção é tornar a Revista mais um instrumento dessa luta a partir da reflexão aprofundada desses temas. Ela juntar-se-á a outras publicações do sindicato, como o jornal Voz Ativa, que é editado bimestralmente e concentra-se nos temas conjunturais e nas questões cotidianas da categoria, ao Telezine e aos boletins, que se dedicam a assuntos específicos. A REVISTA, por sua vez, se destinará ao debate de maior profundidade técnica, teórica, programática e estratégica, com o objetivo de possibilitar o estudo sistemático de nossas condições de trabalho e vida e a organização de nossas ações.
A REVISTA é para ser utilizada em cada local de trabalho, potencializando o conhecimento e a luta da categoria. Por isso, terá uma dupla função: informativa e educativa. E, embora seja do Sintratel, a revista será aberta a outras pessoas fora do sindicato e da categoria: intelectuais, acadêmicos, políticos, sindicalistas e militantes das organizações sociais, que mesmo divergindo com a Diretoria, mantenham afinidade quanto a princípios e objetivos fundamentais, ou seja, a luta contra as desigualdades de direitos e sociais, garantindo, assim, uma revista plural, mas com um caráter definido.
No geral, procuraremos impor um caráter jornalístico à REVISTA, mas sem prejuízo à qualidade de tratamento das questões abordadas, para aproximá-la da realidade de um público que mesmo não circulando de forma ativa nos espaços de engajamento político, social, sindical e acadêmico, possa ter nela sua ferramenta de intervenção. Dessa forma, a REVISTA possuirá editoriais, entrevistas, artigos de temas livres, resenhas, dossiês transcrição de documentos e notícias.
Por dentro do telemarketing
A categoria dos operadores e operadoras de Telemarketing e Call Center é a categoria profissional que mais cresceu nos últimos anos. Com o desenvolvimento tecnológico e seus impactos na sociedade, o telemarketing tem assumido um papel estratégico nas diversas atividades produtivas, não se limitando ao setor de serviços. Ou seja, no conjunto da vida social. Não seria, portanto, exagerado afirmar que o telemarketing tornou-se mesmo emblemático das contradições de tal desenvolvimento.
De forma que, concomitantemente ao crescimento da categoria e à consolidação de grandes empresas no setor, verificam-se, para além das manifestações brutais das contradições próprias do capitalismo, particularmente a precarização do trabalho que, infelizmente, tornou-se uma característica desse setor, fenômenos como o machismo, o racismo e a homofobia, que, protegidas por um discurso de uma suposta ausência de preconceitos, permeia as relações nessa categoria constituída hegemonicamente por jovens e mulheres, em sua maioria, jovens negras e por um grande número de LGBTs, que realizam atividades contínuas por seis horas diárias sob uma forte pressão por metas, tendo comprometido até mesmo suas idas ao banheiro. Tudo isso, somado ao assédio moral, à alta rotatividade da força de trabalho e à falta de planos de carreira, elevam a níveis gigantescos o estresse e as doenças profissionais.
Pela social valorização do trabalho de telemarketing
O setor de Telemarketing está consolidado como atividade profissional, portanto não é mais um sub-trabalho. Daí, que se coloca a urgente necessidade de reconhecimento social dessa atividade, que deve, necessariamente, se desdobrar em melhores salários e condições de trabalho e vida para seus trabalhadores.
Por isso, estamos presentes todos os dias nos locais de trabalho organizando a categoria e encaminhando suas reivindicações. Brigando, junto com as várias lideranças, particularmente os cipeiros eleitos e atuantes, com valentia e coragem, em defesa de seus interesses contra chefes, chefetes e patrões.
Neste sentido conquistamos a NR 17, garantindo uma jornada de trabalho diferenciada de 36h e exigência de pausa para repouso; equipamento e condições de trabalho decentes; fim das falsas cooperativas, assegurando trabalho formal para todos.
São lutas cotidianas que são partes integrantes e indissolúveis de nossa grande luta pelo reconhecimento social do trabalho em telemarketing e pela valorização profissional de seus trabalhadores. Nesse sentido, apoiamos entusiasticamente a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto de lei do deputado federal Ademir Camilo, que regulamenta nossa profissão.
Sintratel, 24 anos de luta!
Para uma entidade sindical, o Sintratel é ainda muito novo, como a própria categoria que representa e que o constrói como seu instrumento de organização, resistência e luta. De modo que se comparado a outras entidades nosso sindicato é um jovenzinho. Jovem rebelde, ousado, criativo e insubmisso, que vai à luta por seus direitos. Que os desavisados e preconceituosos não ousem imaginar que sua juventude é sinônimo de imaturidade, irresponsabilidade ou, sequer, inexperiência. Nada seria mais falso, como comprava uma simples olhadela em nossa própria categoria: são jovens trabalhadores, responsáveis e competentes. Muitos, até pais e mães, responsáveis, portanto, por si e por suas famílias. Por isso, trabalham duro e estudam pra valer para garantir um presente digno e conquistar um futuro melhor.
E como representante dessa categoria jovem, constituída por jovens, lutamos decididamente pelos direitos de todo o povo, pois como jovem nos indignamos frente a qualquer injustiça, como dizia Che Guevara. Daí que, nestes 24 anos, buscamos incansavelmente construir um sindicato cidadão, desenvolvendo uma agenda de formação profissional que forme, qualifique e inclua no mercado de trabalho os jovens da periferia; e denunciando e lutando sem trégua contra toda forma de discriminação e preconceito.
Por isso lutamos! São assim os jovens operadores de telemarketing! Isto é o SINTRATEL!!